quarta-feira, 3 de setembro de 2008

O Elefantinho
E.E. Joaquim Saraiva
E.E. Plácido de Castro
E.E. Piratini
ESEBA
Messias Pedreiro
Nacional
UFU

terça-feira, 2 de setembro de 2008

U2 - stay
Green light, Seven Eleven You stop in for a pack of cigarettes You don't smoke, don't even want to Hey now, check your change Dressed up like a car crash The wheels are turning but you're upside down You say when he hits you, you don't mind Because when he hurts you, you feel alive Is that what it is? Red lights, grey morning You stumble out of a hole in the ground A vampire or a victim It depends on who's around You used to stay in to watch the adverts You could lip synch to the talk shows And if you look, you look through me And when you talk it's not to me And when I touch you, you don't feel a thing If I could stay... then the night would give you up Stay, and the day would keep its trust Stay, and the night would be enough Faraway, so close Up with the static and the radio With satellite television You can go anywhere Miami, New Orleans, London, Belfast and Berlin And if you listen I can't call And if you jump, you just might fall And if you shout I'll only hear you If I could stay... then the night would give you up Stay, and the day would keep its trust Stay with the demons you drowned Stay with the spirit I found Stay and the night would be enough Three o'clock in the morning It's quiet and there's no one around Just the bang and the clatter As an angel runs to ground Just the bang and the clatter As an angel hits the ground

a única paisagem que tem feito sentido



Ontem, eu tinha escrito altas coisas e as perdi..., é que vou escrevendo no word, pra nao ficar o dia inteiro aqui, porque acho que nao convém..., mas aí, tivemos três picos (picOs) de energia e perdi tudo... Que grilo...

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

child´s love

Um dia eu quero escrever sobre o amor de filho. Todo mundo só sabe falar do amor de mãe, tornando esse chavão tema central de novelas, filmes e capas inventadas da Revista Pais & Filhos. Sem poder/querer comparar o incomparável, penso que grande é o amor de filho.
E é uma coisa praticamente platônica, por ser mais pra contemplativa, aquela de pedestal, velada, amor de suspirar de noite, depois de chorar. Eu não sei se as mães sabem disso, eu teimo em dizer que não. Essas representações que se mostram, em tantas vezes na minha memória, num simples admirar minha mãe se aprontando pra sair, fazendo maquiagem, quando eu era pequena. A gente se debruçava, se pendurando na pia do banheiro, vendo ela passar o New Wave com glitter nos cabelos pra moldar um coque, passar blush, batom, lápis com tanta destreza (quando ela virava os olhos pra cima e abria de leve a boca, para nossa incompreensão) e ainda puxava um risquinho, como se estivesse aumentando o rasgo do olho. As coisas das quais lembro, talvez nem ela as saiba, os elementos de composição da personagem, da fantasia mãe... tudo, por mais que meros objetos ou simples ações, me ressuscita hoje, mesmo que em memória, o conforto que buscávamos nesses itens, como se tudo fosse colo e proteção.
O escarpin de couro de cobra, ou o preto, lindos, mostrando o peito do pé. O vestido azul Royal de linha, longo, com um decote nas costas, com o qual ela foi na festa de casamento da Valéria no salão da Spirandelli e ficou bêbada e chorava e ria ao mesmo tempo, assustando as crianças encolhidinhas com ela na cama.
E os vestidos – dois – sereia da formatura no anfiteatro da UFU; aquilo era pra se descer escadaria, sei lá, coisa de se admirar, cantar música no palco. Mais tarde, ela merecia, foi presenteada com uma taça enorme (pelo menos para os meus olhos de 1987) de sorvete no Choppizza e o disco Dois do Legião Urbana, com dedicatória de caneta Bic na capa.
E quando ela amassou os cabelos feito papel crepom para ir à festa do Túlio. Ou quando ela, de saia-calça de seda, se produziu e chegou atrasada, mas arrasou, com pauzinhos japoneses no cabelo, combinando com a decoração de origamis do Sólon.
E ela atrasava pra me buscar no Elefantinho, e chegava com as unhas sujas pela xilogravura, fazendo dissipar o grilo de mais de uma hora de espera e até parecia que não ia acontecer de novo.
O perfume Hit, da L´Aqua di Fiori, a loção firmadora dos seios, o shampoo Monange de mel, o sabonete de aveia... A gente abria seu guarda-roupa só pra ficar olhando, examinando, decorando as roupas, as coisas dela, os cheiros de perfume, talco Banho a Banho, Care free, tudo misturado...
E tudo isso ela não sabe. Não sabe que a gente queria imitá-la, queria cortar também o cabelo na Maria Eugênia, mas não era longo e preto igual ao dela, que ela passava henna e tinha franjinha, ela podia ter franjinha, ela era a pessoa de franjinha, porque ela era a menina cocota gatinha dos anos 80, de Santana vermelho metálico, quando fazia sentido enunciar o nome dessa cor. Ser mulher, pra gente, era ser ela, refletir sobre isso era pensar que ela sabia ser mulher.
E hoje, impossível não me engasgar e não sonhar que ela volte a ter 20 e alguns anos, porque hoje ela tem 46 e acha que tem 50 há dez. Porque, se essa moça, essa menina, de mãos na cintura contemplando o rio Araguaia, de roupa preta de cotton rumo ao aeroporto, de madrinha de casamento em 1989, essa mulher-criança de língua pra fora na fotografia mora dentro de mim, por que não vive também dentro dela?

explicar o inexplicável?

Podem me chamar de pessoa sem personalidade, ou de libriana que nunca sabe o que quer. A questão é que mudei mesmo de novo o lay out do blog. Dá licença? Não tava gostando..., tava me sentindo presa..., e como estou num período de mudanças, de puberdade canina, resolvi mudar. Ainda vou ajustar uma coisinha aqui, outra ali, mas é isso... Nem por isso virei pisciana...

não vai atrapalhar o teste

A Rachel nasceu velha nova, como as fotos sobre o piano. Ela foi buscar, sugou um quê, um ar do que é atemporal, justamente por ser velho. O jeito dela fumar, jogar a fumaça como ar transparente, infestando a luz pouca, lotando o ambiente de sua presença. Sempre foi chique fumar...
meu amor nunca será de Camille Claudel...

pegando emprestado


Por Não Estarem Distraídos, de Clarice Lispector


Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles.Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração.Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto.No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram.Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios.Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.